
Quatro greves em dois meses e uma certeza: o povo será extorquido, com a conivência da prefeitura de Florianópolis . Um culpa o outro, todos culpam a prefeitura e o resultado é um só: A ESPERA!
Nós ficamos de telespectador nisso tudo,na expectativa de um ato de bem maior á sociedade,que paga seus impostos para obter tais serviços.Quando uma pessoa atrasa em seus pagamentos de impostos patronais,não é assim que funciona,a gente não pode simplesmente culpar outro,é nosso dever pagar os impostos,pois posso dizer que não deixa de ser uma pressão fundamental, e temos o direito de usurfruir o que nos proporciona tais pagamentos leais ,ou pelo menos deveria nos proporcionar, a pressão é enorme,agora quando a diferença brusca cai para uma igualdade empresarial e governamental,a bajulação começa,e eles têm todo tempo do mundo para negociar,enquanto nós, o único tempo que temos é da espera sem pudor e sem prazo para utilizar do que de fato pagamos para usar.
Greve é um instrumento democrático, quando utilizado com respeito aos direitos comunitários e humanos. O que dizer da maldade de conduzir o trabalhador ao seu local de trabalho e depois abandoná-lo por lá, quando ele poderia ter ficado em casa?
Digamos que as reivindicações de motoristas e cobradores sejam justas, como parecem ser. Haveria uma maneira de preservar-se a população? Manter o serviço funcionando e, em meio às viagens, praticar o protesto das “catracas abertas”? Que tal cumprir a determinação trabalhista de manter parte da frota em circulação nos horários de pico?
Os passageiros são os que menos tem haver com isso tudo,e são os que mais têm sido atingidos!
Não basta hastear bandeiras já rotas pelo tempo e pela ineficiência. Em que manifesto de Marx e Engels estará dito que para derrubar a “mais valia” a primeira vítima deva ser o próprio trabalhador?
Que credibilidade haverá nesse blefe empresarial? Nenhuma empresa desiste da concessão, todas protestam quando se fala em novas licitações, mas uma vez por ano, sempre em maio, empresários e sindicatos protagonizam a mesma e repetitiva batalha, cujo derrotado é o usuário.
Quando duas partes radicalizam, cabe aos poderes dirimentes ocupar o espaço da boa decisão: o poder concedente, ou seja, a prefeitura e a Justiça do Trabalho. A prefeitura precisa viabilizar um Fundo Municipal para lastrear subsídios ao transporte coletivo.
O que se assiste, infelizmente, é a consagração do deserto de idéias e de coerção, quando esta se faz necessária. A prefeitura acaba sempre lavando as mãos, a espera do percentual que resolverá o problema. Ou seja: aumenta-se a tarifa no tamanho necessário aos novos custos — e pronto. A Justiça do Trabalho confessa impotência, pois não se sente apta a fiscalizar o cumprimento de suas próprias decisões. Multas aplicadas em outras greves resultam sempre anistiadas.
Vendo assim o diferencial de poder eh igual a coerção certo?!

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